10 vezes mais neurótica
Quando comecei a ler esse livro, sinceramente eu esperava
muito mais, quando você assiste o filme, e imagino que a maior parte das
pessoas tenham assistido ao filme e depois lido o livro, você imagina uma
Bridget Jones neurótica mais ao mesmo tempo engraçada, preocupada em ser
solteira aos 30.
Mas a literatura se mostrou um pouco diferente da história
cinematográfica, em O Diário de Bridget
Jones (322 paginas, BestBolso), nos deparamos com uma Bridget muito mais
neurótica e esnobe uma personagem extremamente rasa, que convive com outros
personagens extremamente rasos.
Vê-se muito pouco da determinação de Bridget que aparece no
filme, ainda existem situações hilárias que podem arrancar algumas gargalhadas,
mas é tudo muito sem conteúdo.
Vocês não sabem disso porque ainda não me conhecem bem, mas
eu não leio romance e não gosto de romance, a atitude de que a coisa mais
importante no mundo da pessoa é outra pessoa me deixa doente, por isso vocês
nunca verão resenhas minhas sobre livros com esse tema.
O que isso tem haver?
Bom, apesar de não ser um livro de romance, todos os
elementos que me desagradam no romance estão presentes no Diário de Bridget
Jones.
A única coisa importante pra ela é arrumar um namorado, e quando
arruma um, ela só consegue pensar em como ele é perfeito, intercalado em como
ele é um cafajeste. E só vai perceber que Mark Darcy é o homem dos seus sonhos
nas ultimas paginas do livro quando Mark está resolvendo o problema da mãe de
Bridget, e de repente ela tem uma iluminação divina.
Alias, o filme suavizou TODAS as partes ásperas do livro.
Entretanto o livro não é um completo desastre, as peripécias
que a mãe de Bridget passa no livro são muito boas, e muito diferentes do que
acontece no filme, a mãe da protagonista expulsa o marido de casa e resolve ter
vários “amigos”, arranja um emprego na TV… enfim, ela se torna a mulher que
toda mulher de 30 anos deseja ser, mas tem muito medo de tentar.
Outro personagem que se destaca, apesar de aparecer muito
pouco no livro é Mark Darcy, ele é um tipo de presença, não está ali, mas está.
A Bridget pensa no Mark, quase 90% mal dele, interpretando erroneamente várias
situações, apesar do Mark merecer essa má interpretação que vem do primeiro mal
sucedido encontro.
E, deixe me dizer, Mark sem o suéter de losango que a tia lhe
deu antes do natal é um SENHOR partido.

