quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

#Resenha - O diário de Bridget Jones

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10 vezes mais neurótica

Quando comecei a ler esse livro, sinceramente eu esperava muito mais, quando você assiste o filme, e imagino que a maior parte das pessoas tenham assistido ao filme e depois lido o livro, você imagina uma Bridget Jones neurótica mais ao mesmo tempo engraçada, preocupada em ser solteira aos 30.

Mas a literatura se mostrou um pouco diferente da história cinematográfica, em O Diário de Bridget Jones (322 paginas, BestBolso), nos deparamos com uma Bridget muito mais neurótica e esnobe  uma personagem extremamente rasa, que convive com outros personagens extremamente rasos.

Vê-se muito pouco da determinação de Bridget que aparece no filme, ainda existem situações hilárias que podem arrancar algumas gargalhadas, mas é tudo muito sem conteúdo.

Vocês não sabem disso porque ainda não me conhecem bem, mas eu não leio romance e não gosto de romance, a atitude de que a coisa mais importante no mundo da pessoa é outra pessoa me deixa doente, por isso vocês nunca verão resenhas minhas sobre livros com esse tema.

O que isso tem haver?

Bom, apesar de não ser um livro de romance, todos os elementos que me desagradam no romance estão presentes no Diário de Bridget Jones.

A única coisa importante pra ela é arrumar um namorado, e quando arruma um, ela só consegue pensar em como ele é perfeito, intercalado em como ele é um cafajeste. E só vai perceber que Mark Darcy é o homem dos seus sonhos nas ultimas paginas do livro quando Mark está resolvendo o problema da mãe de Bridget, e de repente ela tem uma iluminação divina.

Alias, o filme suavizou TODAS as partes ásperas do livro.

Entretanto o livro não é um completo desastre, as peripécias que a mãe de Bridget passa no livro são muito boas, e muito diferentes do que acontece no filme, a mãe da protagonista expulsa o marido de casa e resolve ter vários “amigos”, arranja um emprego na TV… enfim, ela se torna a mulher que toda mulher de 30 anos deseja ser, mas tem muito medo de tentar.

Outro personagem que se destaca, apesar de aparecer muito pouco no livro é Mark Darcy, ele é um tipo de presença, não está ali, mas está. A Bridget pensa no Mark, quase 90% mal dele, interpretando erroneamente várias situações, apesar do Mark merecer essa má interpretação que vem do primeiro mal sucedido encontro.

E, deixe me dizer, Mark sem o suéter de losango que a tia lhe deu antes do natal é um SENHOR partido.

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Projeto de Desordem e Destruição #2 “Poser”

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O que é Poser: Poser é uma gíria da língua inglesa cujo significado - principalmente no contexto musical - se refere uma pessoa com personalidade influenciável, sem atitude e que se deixa impressionar pelo artista, banda ou estilo musical que está fazendo sucesso no momento. O poser finge ser um fã apenas para estar na moda, para se juntar a um grupo e seguir as mesmas tendências.

Se você procurar pela net, vai ser mais ou menos essa a definição de poser que você vai conseguir, a palavra defini uma atitude tomada por certos tipos de pessoas. O tipo que segue tendências, que não tem um estilo pessoal fixo ou gosto fixo, o muito bem conhecido Maria vai com as outras.

Essa é a definição de poser.

Entretanto, nos últimos tempos essa definição têm degringolado e tem sido usada fora de mão por fãs muito entusiastas que querem mostrar que são mais do que fãs, são super fãs, são fãs verdadeiramente merecedores dos seus ídolos.

Como eles fazem isso?

Muito simples, para aumentar a sua própria importância, eles diminuem a importância dos outros fãs, porque fã de verdade é aquele que sabe tudo de seu ídolo. A que horas o ídolo acorda, a que horas ele vai deitar, o que ele come e o que não come, quais são suas cores favoritas, o nome dos pais, do namorado/a. Enfim, um fã de verdade é um verdadeiro perseguidor do seu ídolo.

Nos dias de hoje não basta mais apenas gostar da musica que o cantor canta, da atuação que tal ator faz em determinado filme, do livro que o autor escreve. Para ser considerado um verdadeiro fã, você têm que conhecer melhor o seu ídolo do que ele mesmo.

Todos que não são esse tipo de fã, são considerados poser.

Outro dia estava vendo as fotos das estantes que o povo manda para o Skoob, e tinha a imagem da estante de uma guria, ela ainda estava começando a juntar os seus livros, então ainda havia poucos. Já estava passando para a próxima estante, quando vejo um comentário infeliz de um cara: “Só modinha, maior poser!”.

Francamente…

Quem é essa criatura pra dizer uma coisa dessas? Agora porque um livro ficou famoso e virou moda em um determinado grupo de pessoas, significa que o livro não deve ser lido?

Isso é igual aos caras que gostam de determinada banda, mas param de ouvir as musicas quando a banda fica famosa e todo mundo começa a escutar também.

Sinceramente, eu não gosto de Crepúsculo, não vou com a cara dos livros que Nicholas Sparks escreve, e se o Stephen King aparecer no recinto, eu corro pra caralho... de medo. Mas se qualquer pessoa disser que ama esses autores e só lê o que eles escrevem, vou fazer careta, mas manterei minha boca bem fechada.

Julgar o gosto literário das umas pessoas, apenas baseado no fato de que o livro ficou famoso, é muita falta do que fazer.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Caçadores de Vampiros

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Quem me conhece sabe que a alguns anos eu venho escrevendo algumas história, e como todo novo autor, também estive tentando encontrar uma editora que seleciona-se meus trabalhos para publicação e finalmente   uma das minhas histórias foi escolhida para estar em uma antologia, me dando a oportunidade de me tornar uma autora publicada. (Milhões de pulos de Alegria *.*).

Minha primeira publicação foi na Antologia Caçadores de Vampiros, pela publicada Editora Buriti.



Passados cem anos da morte do mestre Bram Stoker, as histórias de vampiros continuam a existir e em maior força. Desde lá, sua maior obra, ‘Drácula’, nunca deixou de ser impressa e é um dos livros mais vendidos de todos os tempos. O romance foi ainda alvo de mais de 160 produções e inspiração de milhares de autores por todo o mundo. 
Neste cenário, com prefácio exclusivo de Dacre Stoker, sobrinho-bisneto de Bram e autor de ‘Drácula,o morto-vivo’, são apresentados sete contos inéditos que registram desde a estreia literária até um marco na vida de alguns dos mais reconhecidos e difundidos nomes da temática no Brasil. 
Ação, aventura, suspense, drama, romance e muito mais neste emaranhado curioso que promete tomar várias noites de sono com uma boa dose de horror.


Quem quiser comprar para conferir, dar de presente, etc. etc. é só entrar no site da editora, aqui.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Projeto de Desordem e Destruição #1 – Clássicos

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Esses dias atrás rolou na net uma discussão sobre o papel das editoras, dos autores e dos leitores na questão dos livros nacionais. Alguns acreditavam que o problema são as editoras, que não fazem divulgação suficiente para que os consumidores tomem conhecimento dos lançamentos nacionais, outros apontaram que autores também tem que mostrar mais a cara do Brasil nas suas histórias, e outros disseram que o problema mesmo estava nos leitores que não consomem livros nacionais.

Não se pode generalizar tudo, existem editoras que investem em autores nacionais, fazem propaganda e tudo mais, tem autores que escrevem com a cara e o jeito do Brasil, e tem leitores que consomem livros nacionais.

A opinião é que quando unisse os três fatores citados no primeiro parágrafo que a coisa derroca. Mas a questão da falta de consumo de livros nacionais por parte dos brasileiros é a mais complicada, porque não vai importar que tenha propaganda, não vai importar que o livro seja bom e com a cara do Brasil, se quando o leitor vai comprar um livro e  perceber que ele é nacional, escolhe levar outro ao invés.

Isso é uma fratura na educação brasileira, e colocar um curativo não vai adiantar.

Na literatura brasileira existem os Cânones, que é um compendio de clássicos que melhor retratam a cultura brasileira, na opinião da Academia Brasileira de Letras.

Quando você vai para a escola e começa a aprender literatura, os professores vão passar para os alunos lerem os livros que estão dentro desse Cânone. Até ai tudo bem, o problema é que dar Dom Casmurro para um aluno do primeiro ano do ensino médio, sem nenhum trabalho prévio é fogo na roupa.

A educação para a vida de leitura é uma escalada, você começa por livros fáceis e descomplicados, vai escalando, moldando o seu gosto, vai subindo, subindo, até que atinge leituras mais complexas, como por exemplo: Dom Casmurro.

Dom Casmurro é um dos livros mais complexos do Machado de Assis (e um dos mais aborrecidos também). Memórias Póstumas de Brás Cubas é um livro muito mais descomplicado, que poderia ser trabalhado ao invés.

Mas o problema é que o professor TEM que trabalhar Dom Casmurro, está na grade, é um exigência do Estado, sendo escola particular ou publica, é exigido que o aluno leia os cânones da literatura brasileira, esses livros são pedidos no vestibular.

A questão exige um olhar desde o ensino básico, professores do fundamental deveriam ajudar os alunos na sua escalada desde cedo, para que quando eles cheguem aos temidos cânones, eles já estejam preparados para o baque que vão receber.

Por que eu estou dizendo tudo isso?

Porque Cânones mal trabalhados causam trauma, existem milhares de leitores ativos no Brasil que não leem livros nacionais por terem sido traumatizados, que foram obrigados a ler Senhora, e agora acreditam que todos os livros brasileiros também o mesmo estilo.

São alunos que saem da escola sem saber que Erico Veríssimo e Luiz Fernando Veríssimo são leituras maravilhosas. Sem saber que Cecília Meireles é cativante, sem saber que Dalton Trevisan não é recomendado para menores de 16 anos…

Alunos que saem da escola sem ter contato com leituras contemporâneas, como Domingos Pelegrini, que ofereceria a oportunidade de fazer uma ligação com as literaturas atuais.

A falta de um trabalho continuado, que começa desde as séries inicias até as finais, que por sua vez criam uma industria de livros nacionais que anda mal das pernas.